A Sociedade futura segundo os anarquistas

Este texto é parte de uma pesquisa sobre o movimento anarquista feita por Flávio Luizetto e faz parte de uma série de artigos que será publica em omutualista.org, para ler os demais textos clique aqui.

Entre os assuntos que merecem a atenção dos militantes e simpatizantes adeptos de todas as “escolas” representativas do pensamento e do movimento anarquista, nenhum provocou tanta agitação, gerou tanta polêmica e causou tanta discórdia nos meios libertários como o problema da organização sócio-econômica a ser adotada na futura sociedade ácrata.

Aquela unanimidade de pontos de vista em torno de certas matérias, a exemplo da necessidade de abolir o estado, de valorização da individualidade ou da importância da educação, simplesmente inexistiu no problema em questão. Aliás, afora esses e alguns outros assuntos – poucos, por sinal – a pluralidade e heterogeneidade de opiniões prevaleceu sobre a unanimidade. Essa característica do pensamento anarquista, nem sempre levada na devida conta, alcançou no caso do planejamento da futura sociedade ácrata um nível que não se repetiu em outros temas.

Os vários posicionamentos adotados corresponderam, nas suas linhas centrais, ás diferentes premissas que fundamentavam as principais “escolas” do anarquismo: a individualista, representada na Europa por Max Stirner e Émile Armand, e nos Estados Unidos por Josiah Warren; a mutualista, que tinha em Proudhon a sua figura mais ilustre e Tucker nos Estados Unidos, apesar do mesmo ter se afastado das ideias mutualistas proposta por Proudhon, e a Socialista, dividida em duas correntes, a coletivista e a comunista, representadas, respectivamente por Bakunin e por Kropotkin.

Eram várias as diferenças que separavam as diversas “escolas” anarquistas entre si no tocante ao modelo de organização sócio-econômica a ser adotado na futura sociedade ácrata. Às vezes bem mais profundas do que se propõem, abrangiam uma série de questões cruciais.

Uma delas, certamente a mais polêmica de todas, envolvia o problema da propriedade. Não foram todas as “escolas”, “correntes” ou “tendências” do movimento que, a exemplo da socialista, posicionaram-se a favor de sua abolição. Representantes da tendência individualista desejavam, como se verá, reformar a sociedade com base em “empresas individualistas”, enquanto Proudhon falava em “reconstituir a propriedade segundo os princípios da mutualidade e do direito federativo”. Divergência semelhante ocorria na questão da forma de distribuição da riqueza socialmente produzida: enquanto adeptos da corrente coletivista defendiam a fórmula “a cada um de acordo com o seu trabalho”, os simpatizantes da corrente comunista propunham aquela que garantia ” a cada um segundo suas necessidades”. E assim por diante, exemplos de diferentes do gênero podem ser multiplicadas.

Anarquistas de diferentes “escolas” de pensamento dividiam-se sobre em diversos assuntos;

Anarquismo individualista
Anarquismo Socialista (Em Breve)
Anarquismo Comunista (Em Breve)
Anarquismo Mutualista (Em Breve)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s